Foi aprovado um decreto que reduz o tempo para o pagamento posterior do Fies em 12 meses após a conclusão do curso.

O programa de Financiamento Estudantil do Governo Federal (Fies) vai passar por uma mudança este ano. Na última terça-feira (dia 11), foi aprovado e publicado em DOU, um decreto que reduz o período para pagamento posterior do financiamento em 12 meses após a conclusão do curso. A regra, no entanto, é para os novos contratos e os alunos que já participavam do programa continuam com o prazo de 12 meses a mais para o pagamento, posterior à sua colação de grau.

A regra anterior é que o pagamento do saldo devedor poderia ser feito em período equivalente a até três vezes o prazo de seu financiamento (ou permanência na instituição) com o acréscimo de 12 meses. Agora, o acréscimo de 12 meses não existe mais, e o formando tem somente o prazo de sua permanência no financiamento, multiplicado por três.

O decreto publicado na terça-feira corrige o texto do decreto nº 7.990 do dia 15 de agosto de 2012, assinado pela presidente Dilma Rousseff, retirando o acréscimo dos 12 meses após o prazo.

A medida já estará em vigor para os alunos que aderirem o Fies já no segundo semestre deste ano. A lista dos pré-selecionados para o benefício seria divulgada no último dia 10, mas foi adiada por determinação da justiça. Segundo o pedido de suspensão, os critérios utilizados para distribuir as vagas do financiamento entre as instituições apresentariam “desigualdades e inconsistências”. A suspensão valerá até que o MEC esclareça o critério que utiliza para a seleção das instituições participantes.

A alteração, no entanto, não mexe com o prazo máximo para o começo do pagamento da dívida: o aluno continua com o prazo de 19 meses após sua formatura, para o começo do pagamento de seu financiamento, porém aquele que desejar adiantar parcelas poderá fazê-lo, se for de seu interesse.

Essa medida pode ser uma forma de o Governo Federal recuperar mais rapidamente seus recursos aplicados no Fies e evitar a inadimplência por parte dos alunos beneficiados. Basta analisar, num futuro próximo, se a diminuição do prazo trará algum prejuízo para que os alunos recém-formados (e que por vezes recebem menos por estar em começo de carreira) consigam quitar toda a dívida.

Por Patrícia Generoso


A matéria é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade e possibilita a interpretação de dados coletados

Ao analisar a grade curricular da maioria dos cursos de graduação oferecidos pelas Instituições de Ensino Superior do Brasil, é muito provável que se encontre ali a unidade curricular (matéria, como já é de costume chamar) de Estatística. Engana-se, e muito, quem pensa que a matéria de Estatística está presente apenas nos cursos que se enquadram como Ciências Exatas.

A Estatística é um campo de estudo muito importante para o desenvolvimento de uma sociedade, pois possibilita a interpretação de dados coletados e permite a interpretação da situação atual de um objeto de estudo, para a tomada de decisões futuras.

A Estatística está presente na vida de diversos profissionais, tanto de forma direta quanto indireta. Na atualidade, a estatística está presente, principalmente, nas seguintes áreas.

– Ciências Naturais (Astronomia, Física, Química…)

– Ciências da Saúde (Biomedicina, Biologia, Medicina…)

– Ciências Sociais (Sociologia, Antropologia e Ciências Políticas…)

– Ciências Sociais Aplicadas (Economia, Contabilidade, Administração…)

– Ciências Comportamentais (Pedagogia, Psicologia, Terapia Ocupacional…)

– Ciências Exatas (Engenharia, Matemática, Atuária…)

A Unidade Curricular varia de acordo com as necessidades específicas de cada curso superior, e depende também da metodologia escolhida pela Instituição de Ensino. No entanto, é de praxe que as universidades ensinem: Arredondamento estatístico; Séries Estatísticas; Preparação de Dados Estatísticos; Média, Moda e Mediana; Medidas de Dispersão e Probabilidade.

Esse conteúdo serve de base, permitindo que o aluno faça uso das técnicas estatísticas para a organização e análise de dados. Para informações mais precisas – pois como já foi dito, a unidade curricular varia de acordo com o curso e a faculdade – sugere-se uma breve visita ao site da universidade, abrir a página do curso e procurar pela grade curricular ou plano de ensino.

A matéria pode ser um pouco difícil para os alunos com dificuldade de raciocínio lógico. No entanto, o conteúdo base da estatística não costuma abusar de cálculos complexos da matemática. Alunos que se identificam com a matéria tem mais chances de atuar com pesquisa acadêmica, pois a estatística é extremamente importante para a investigação e planejamento da ciência.

Sendo assim, fica claro que, diferente do que muitos pensam, a estatística é essencial no dia a dia de diversos profissionais, seja em pesquisas com o consumidor, seja na análise da necessidade de um novo produto no mercado, ou ainda no estudo do comportamento humano.

É muito provável que o estudante universitário se “encontre” com essa matéria, odiada e, ao mesmo tempo, amada por muitos, mas indiscutivelmente necessária para a ampliação do conhecimento.

Por Júnior Beluzzo





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