Hoje no Brasil não existe um jovem que na época do vestibular não pense em prestar uma Universidade Pública, é o maior sonho de alguns deles, que estudam horas diárias, fazem cursinho e aulas particulares tudo para passar na tão sonhada Universidade Pública. A maioria destes estudou a vida inteira em colégios particulares, fez cursinho antes de prestar o vestibular e na hora do Ensino Superior, escolhe o ensino público, que fornece os melhores diplomas, dando passagem para ingressar nas melhores carreiras profissionais. 

No entanto, essa obsessão pela Universidade Pública pelos jovens tem me despertado certo interesse e certa perplexidade, existem jovens que mal cogitam a possibilidade de estudar em alguma Universidade que não seja Pública, eles não pensam na possibilidade de trabalhar durante o dia, estudar no período noturno e contribuir pra o giro do capital comercial em nossa sociedade. Mesmo tendo condições para efetuar tais façanhas, preferem ingressar em uma Universidade Pública de ensino integral, a qual a impossibilitará de trabalhar e este ficará ali vivendo sobre custas dos familiares e estudando às custas do Estado, por Estado leia-se dinheiro que sai do nosso bolso.

Enquanto isso, as pessoas mais pobres, que não tiveram acesso a uma educação de base de qualidade, tal como a de um colégio particular, muito menos tiveram a oportunidade de frequentar um cursinho, sendo assim, resta para esta pessoa a medíocre Universidade Particular, que não lhe dá passaporte direto para uma carreira perfeita, essas pessoas mais pobres geralmente se matam de trabalhar para conseguir bancar a mensalidade da universidade, e mesmo assim conseguem muitas vezes subir na vida e construir uma carreira em grandes empresas nacionais e multinacionais. Isso tudo por conta de seu esforço.

Portanto, você que está desesperado e está há três anos no cursinho particular estudando para entrar em uma Universidade Pública, pense um pouco antes de fazer isso, pense que você já poderia estar no terceiro ano de uma faculdade privada, e poderia estar trabalhando na área adquirindo muito mais conhecimento que uma pessoa que só estudou em cursinho e entrou na Universidade Pública agora. Corra atrás do seu futuro, expanda sua mente, as Universidades particulares proporcionam ótimas oportunidades de ensino, basta um pouco de esforço e interesse.

Por Matheus Noronha Sturari


Mais uma oportunidade para quem almeja uma vaga nas universidades federais. O Ministério da Educação autorizou na última segunda-feira (3) a criação de 2.240 vagas em cursos de graduação em universidades federais do país.

As vagas serão disponibilizadas em cursos de campus de cidades de interior de diversos estados. São 310 vagas na região Norte, 880 no Nordeste, 40 no Centro-Oeste, 920 no Sudeste e 90 no Sul.

A instituição que mais vagas recebeu é a Universidade Federal Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro (790 vagas), seguida pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com 450. Confira as universidades e os cursos com vagas disponíveis:

Região Norte

– Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra)

50 vagas – Letras/Língua Portuguesa (campus Tomé-Açu)

50 vagas – Biologia (campus Tomé-Açu)

50 vagas – Biologia (campus Capanema)

– Universidade Federal do Pará (UFPA)

40 vagas – Geoprocessamento (campus Ananindeua)

– Universidade Federal de Rondônia (Unir)

120 vagas – Educação do campo (campus Rolim de Moura)

 

Região Nordeste

– Universidade Federal do Ceará (UFC)

100 vagas – Ciências da computação (campus Russas)

50 vagas – Engenharia mecânica (campus Russas)

50 vagas – Engenharia de produção (campus Russas)

50 vagas – Engenharia de minas (campus Crateus)

50 vagas – Engenharia ambiental (campus Crateus)

50 vagas – Engenharia civil (campus Crateus)

50 vagas – Engenharia civil (campus Russas)

50 vagas – Sistema de informação (campus Crateus)

– Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

100 vagas – Agroecologia (campus Amargos)

50 vagas – Ciências Sociais (campus Cachoeira)

– Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa)

60 vagas – Engenharia de computação (campus Pau dos Ferros)

30 vagas – Engenharia civil (campus Pau dos Ferros)

– Universidade Federal do Piauí (UFPI)

90 vagas – Educação física (campus Parnaíba)

50 vagas – Pedagogia (campus Bom Jesus)

50 vagas – Pedagogia (campus Esperantina)

 

 

Região Centro-oeste

– Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

40 vagas – Medicina veterinária (campus Paranaíba)

 

Região Sudeste

– Universidade Federal Fluminense (UFF)

120 vagas – Interdisciplinar em educação do campo (campus Santo Antônio de Pádua)

100 vagas – Engenharia de produção (campus Petrópolis)

100 vagas – Hotelaria (tecnológico) (campus Macaé)

100 vagas – Turismo (campus Macaé)

80 vagas – Letras português e inglês (campus Volta Redonda)

60 vagas – Engenharia de materiais (campus Volta Redonda)

50 vagas – Administração (campus Santo Antônio de Pádua)

50 vagas – Ciências contábeis (campus Santo Antônio de Pádua)

50 vagas – Engenharia de produção (campus Santo Antônio de Pádua)

40 vagas – Fisioterapia (campus Nova Friburgo)

40 vagas – Terapia ocupacional (campus Nova Friburgo)

– Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

40 vagas – Engenharia do petróleo (campus Santos)

40 vagas – Engenharia ambiental (campus Santos)

25 vagas – Engenharia de biotecnologia (campus São José dos Campos)

25 vagas – Engenharia da computação (campus São José dos Campos)

 

Região Sul

– Universidade Federal do Rio Grande (Furg)

45 vagas – Comércio exterior (campus Santa Vitória do Palmar)

45 vagas – Relações internacionais (campus (campus Santo Antônio de Pádua)

Por Isabelle da Rocha Camara


Entrar em uma universidade pública no Brasil está se tornando cada vez mais difícil, a concorrência está cada vez maior e as pessoas cada vez mais se preparando de diferentes modos. Muitos ficam perdidos e não sabem por onde começar para poder entrar em uma universidade como a USP, por exemplo.

Confira agora uma entrevista do estudante Rafael Coelho, 20 anos, um estudante do terceiro ano de Geografia da USP, ele conta um pouco como foi sua preparação e sua experiência de ter entrado na melhor universidade do país.

Tom: Primeiramente, muito obrigado por nos conceder a entrevista, por que escolheu Geografia?

Rafael: Eu que agradeço, então, quando eu entrei no cursinho eu queria prestar Rádio e TV, mas com os debates e as aulas eu fui ficando com vontade de prestar cursos de Ciências Humanas (História, Geografia e Ciências Sociais), fiquei entre esses três um bom tempo, meio que no final da preparação escolhi Geografia, mas ainda cheio de dúvidas sobre o que fazer, somente fui descobrir que queria Geografia mesmo depois que entrei.

Tom: E como foi sua preparação, quanto tempo levou?

Rafael: Até julho eu praticamente não estudei, deixava o cursinho meio de lado, em julho que comecei a ficar mais a fim de entrar num dos três cursos e comecei a me empenhar e tudo mais, eu estudava de manhã até a noite nas férias do cursinho, quando o cursinho voltou eu tinha aula de manhã e estudava os conteúdos até a noite (parava por volta de umas 19h), no fim de semana eu não estudava, deixava pra descansar e ler as obras da Fuvest, foi assim até o final da segunda fase.

Tom: E o nervosismo na hora da prova?

Rafael: Geralmente eu não fico nervoso em provas, eu fico mais focado para fazer e esqueço o nervosismo, passei mais nervoso na hora do resultado mesmo.

Tom: O que você pretende fazer no futuro?

Rafael: Ao terminar a graduação em Geografia eu pretendo dar aulas em escolas públicas e cursinhos, além disso, tenho vontade de fazer uma pós-graduação em Geografia Humana ou outra graduação, que seria Ciências Sociais.

Tom: Para finalizar, você tem alguma dica para quem quer entrar na USP, assim como você?

Rafael: Faça um cursinho, estude, dedique-se, é só um ou dois anos se esforçando para conseguir, é só ter força de vontade. E dá uma relaxada às vezes, porque a pressão é muito grande. E também presta o que gosta e não o que os outros querem que você faça, fazer o que gosta é o melhor.

Tom: Muito obrigado Rafael e boa sorte!

Por Tom Freitas





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