A matéria é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade e possibilita a interpretação de dados coletados

Ao analisar a grade curricular da maioria dos cursos de graduação oferecidos pelas Instituições de Ensino Superior do Brasil, é muito provável que se encontre ali a unidade curricular (matéria, como já é de costume chamar) de Estatística. Engana-se, e muito, quem pensa que a matéria de Estatística está presente apenas nos cursos que se enquadram como Ciências Exatas.

A Estatística é um campo de estudo muito importante para o desenvolvimento de uma sociedade, pois possibilita a interpretação de dados coletados e permite a interpretação da situação atual de um objeto de estudo, para a tomada de decisões futuras.

A Estatística está presente na vida de diversos profissionais, tanto de forma direta quanto indireta. Na atualidade, a estatística está presente, principalmente, nas seguintes áreas.

– Ciências Naturais (Astronomia, Física, Química…)

– Ciências da Saúde (Biomedicina, Biologia, Medicina…)

– Ciências Sociais (Sociologia, Antropologia e Ciências Políticas…)

– Ciências Sociais Aplicadas (Economia, Contabilidade, Administração…)

– Ciências Comportamentais (Pedagogia, Psicologia, Terapia Ocupacional…)

– Ciências Exatas (Engenharia, Matemática, Atuária…)

A Unidade Curricular varia de acordo com as necessidades específicas de cada curso superior, e depende também da metodologia escolhida pela Instituição de Ensino. No entanto, é de praxe que as universidades ensinem: Arredondamento estatístico; Séries Estatísticas; Preparação de Dados Estatísticos; Média, Moda e Mediana; Medidas de Dispersão e Probabilidade.

Esse conteúdo serve de base, permitindo que o aluno faça uso das técnicas estatísticas para a organização e análise de dados. Para informações mais precisas – pois como já foi dito, a unidade curricular varia de acordo com o curso e a faculdade – sugere-se uma breve visita ao site da universidade, abrir a página do curso e procurar pela grade curricular ou plano de ensino.

A matéria pode ser um pouco difícil para os alunos com dificuldade de raciocínio lógico. No entanto, o conteúdo base da estatística não costuma abusar de cálculos complexos da matemática. Alunos que se identificam com a matéria tem mais chances de atuar com pesquisa acadêmica, pois a estatística é extremamente importante para a investigação e planejamento da ciência.

Sendo assim, fica claro que, diferente do que muitos pensam, a estatística é essencial no dia a dia de diversos profissionais, seja em pesquisas com o consumidor, seja na análise da necessidade de um novo produto no mercado, ou ainda no estudo do comportamento humano.

É muito provável que o estudante universitário se “encontre” com essa matéria, odiada e, ao mesmo tempo, amada por muitos, mas indiscutivelmente necessária para a ampliação do conhecimento.

Por Júnior Beluzzo


Mais uma oportunidade para quem almeja uma vaga nas universidades federais. O Ministério da Educação autorizou na última segunda-feira (3) a criação de 2.240 vagas em cursos de graduação em universidades federais do país.

As vagas serão disponibilizadas em cursos de campus de cidades de interior de diversos estados. São 310 vagas na região Norte, 880 no Nordeste, 40 no Centro-Oeste, 920 no Sudeste e 90 no Sul.

A instituição que mais vagas recebeu é a Universidade Federal Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro (790 vagas), seguida pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com 450. Confira as universidades e os cursos com vagas disponíveis:

Região Norte

– Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra)

50 vagas – Letras/Língua Portuguesa (campus Tomé-Açu)

50 vagas – Biologia (campus Tomé-Açu)

50 vagas – Biologia (campus Capanema)

– Universidade Federal do Pará (UFPA)

40 vagas – Geoprocessamento (campus Ananindeua)

– Universidade Federal de Rondônia (Unir)

120 vagas – Educação do campo (campus Rolim de Moura)

 

Região Nordeste

– Universidade Federal do Ceará (UFC)

100 vagas – Ciências da computação (campus Russas)

50 vagas – Engenharia mecânica (campus Russas)

50 vagas – Engenharia de produção (campus Russas)

50 vagas – Engenharia de minas (campus Crateus)

50 vagas – Engenharia ambiental (campus Crateus)

50 vagas – Engenharia civil (campus Crateus)

50 vagas – Engenharia civil (campus Russas)

50 vagas – Sistema de informação (campus Crateus)

– Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

100 vagas – Agroecologia (campus Amargos)

50 vagas – Ciências Sociais (campus Cachoeira)

– Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa)

60 vagas – Engenharia de computação (campus Pau dos Ferros)

30 vagas – Engenharia civil (campus Pau dos Ferros)

– Universidade Federal do Piauí (UFPI)

90 vagas – Educação física (campus Parnaíba)

50 vagas – Pedagogia (campus Bom Jesus)

50 vagas – Pedagogia (campus Esperantina)

 

 

Região Centro-oeste

– Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

40 vagas – Medicina veterinária (campus Paranaíba)

 

Região Sudeste

– Universidade Federal Fluminense (UFF)

120 vagas – Interdisciplinar em educação do campo (campus Santo Antônio de Pádua)

100 vagas – Engenharia de produção (campus Petrópolis)

100 vagas – Hotelaria (tecnológico) (campus Macaé)

100 vagas – Turismo (campus Macaé)

80 vagas – Letras português e inglês (campus Volta Redonda)

60 vagas – Engenharia de materiais (campus Volta Redonda)

50 vagas – Administração (campus Santo Antônio de Pádua)

50 vagas – Ciências contábeis (campus Santo Antônio de Pádua)

50 vagas – Engenharia de produção (campus Santo Antônio de Pádua)

40 vagas – Fisioterapia (campus Nova Friburgo)

40 vagas – Terapia ocupacional (campus Nova Friburgo)

– Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

40 vagas – Engenharia do petróleo (campus Santos)

40 vagas – Engenharia ambiental (campus Santos)

25 vagas – Engenharia de biotecnologia (campus São José dos Campos)

25 vagas – Engenharia da computação (campus São José dos Campos)

 

Região Sul

– Universidade Federal do Rio Grande (Furg)

45 vagas – Comércio exterior (campus Santa Vitória do Palmar)

45 vagas – Relações internacionais (campus (campus Santo Antônio de Pádua)

Por Isabelle da Rocha Camara


O crescimento da oferta de vagas no ensino superior privado tem seus inconvenientes: muitos cursos não deveriam estar em atividade. É o caso das instituições que oferecem cursos de direito com baixa qualidade, e que todo o ano despejam na sociedade profissionais despreparados para enfrentar as reais demandas do mercado.

Pensando nisso, o Ministério da Educação fez uma avaliação desses cursos e decidiu que serão suspensas aproximadamente 11 mil vagas em 136 cursos espalhados pelo Brasil. Para realizar esse corte, o MEC avaliou o desempenho dos alunos no Enade, a titulação e a carga horária dos professores e a infraestrutura organizacional das instituições e constatou que todas as instituições que mereceram a suspensão são privadas.

Tais estabelecimentos tiveram um rendimento tão pífio no Conceito Preliminar de Curso (CPC) que tenderão a desaparecer de vez, caso não tomem as devidas providências. Embora muitas outras faculdades continuem pleiteando a abertura de “novos” cursos de direito, o MEC assegura que o número de vagas encerradas tem sido bem maior do que o de vagas chanceladas pelo órgão e que, para barrar cada vez mais esse crescimento sem qualidade, o próximo passo será limitar um quantitativo máximo de vagas por cada curso aberto em até 100.

Por Alberto Vicente





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