Aloizio Mercadante, ministro da Educação, divulgou nesta terça-feira, 10 de setembro, um novo programa que pretende criar uma rede de incentivos para estudantes do Ensino Médio optarem por carreiras na área de exatas e biológicas. O Ministério da Educação batizou o programas de “Quero ser cientista, quero ser professor”. O incentivo consiste em bolsas no valor de R$ 150 para aqueles alunos que cursam o Ensino Médio na rede pública e que se interessam pelas áreas, os alunos terão também que trabalhar e pesquisar, nos moldes da Iniciação Científica da graduação.

A bolsa também será estendida ao professor do Ensino Médio que aderir ao programa para orientar alunos, haverá também a integração de professores universitários.

O programa nasce, segundo o Ministério da Educação, para incentivar aqueles alunos que já se mostram interessados mas que precisam de um estímulo a mais para seguirem carreiras nessas áreas. Outro ponto que colaborou para a abertura desse programa é a carência de professores de exatas e biológicas, e que vem sendo consideradas prioridades pelo Ministério.

O governo pretende também lançar uma série de material didático destinada a despertar o interesse por essas áreas nos alunos. Segundo o MEC o material será produzido por cientistas brasileiros e deve se chamar “Aventuras na Ciência”.

Por Joana Junqueira borges


As novas diretrizes curriculares para o ensino médio foram aprovadas esta semana pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e, após a homologação do Ministro da Educação, passarão a estabelecer novas regras para esse nível, algumas muito importantes.

O relatório contendo essas diretrizes enfatiza que quatro são os eixos centrais que deverão nortear o ensino médio: trabalho, ciência, tecnologia e cultura. Além disso, a possibilidade de ampliação da carga horária do ensino médio será facultada às instituições de ensino.

Caso as escolas, em seu projeto político-pedagógico, avaliem que seja necessário estender essa carga para que possam oferecer disciplinas complementares, tão importantes quanto as nucleares, elas terão autonomia para tal, desde que a carga mínima seja cumprida (2,4 mil horas).

Essas mudanças tenderão a ser mais relevantes para o ensino médio noturno, que possui carga horária reduzida, em relação ao diurno. Segundo o relatório, a carga horária poderia ser ampliada com a oferta de modalidade de ensino a distância, perfazendo 20% da carga total, ou mesmo indo além dos três anos de duração atuais.

Por Alberto Vicente





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