Índice de Oportunidades da Educação Brasileira revela a situação da educação nos estados e municípios do país.

O Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (IOEB) mostrou no mês passado como anda a educação no país. Segundo o IOEB, a nota da educação a nível nacional é 4,5, numa escala que vai de 0 a 10.

De acordo com a IOEB, os indicadores de resultado educacional são considerados através do Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) nos anos iniciais (1º ao 5º ano) do ensino fundamental; do IDEB nos anos finais (6º ao 9º ano) do ensino fundamental e da Taxa Líquida de Matrícula do ensino médio. E os indicadores de insumos e processos educacionais são considerados através da escolaridade dos professores; do número médio de horas aula/dia; da experiência dos diretores e da taxa de atendimento na educação infantil.

Marta Correia, 48 anos, paulista, relata o que acha da educação no seu estado. “Sei que o estado de São Paulo tem o maior percentual, mas acho que a educação do Brasil no geral precisa mudar, não adianta alguns estados ela ser melhor e em outros ser pior, tem que ter boa educação a nível nacional”, destacou.

Confira o Índice dos Estados segundo o IOEB:

  1. São Paulo com 5.1;
  2. Minas Gerais com 5.0;
  3. Santa Catarina com 5.0;
  4. Paraná com  4.9;
  5. Ceará com 4.6;
  6. Distrito Federal com 4.6;
  7. Espírito Santo com 4.6;
  8. Goiás com 4.6;
  9. Rio Grande do Sul com 4.5;
  10. Mato Grosso com 4.5;
  11. Rondônia com 4.4;
  12. Mato Grosso do Sul com 4.3;
  13. Tocantins
  14. com 4.3;
  15. Acre com 4.2;
  16. Rio de Janeiro com 4.1;
  17. Paraíba com 4.1;
  18. Pernambuco com 4.0;
  19. Amazonas com 4.0;
  20. Roraima com 3.9;
  21. Piauí com 3.9;
  22. Rio Grande do Norte com 3.9;
  23. Sergipe com 3.8;
  24. Alagoas com 3.7;
  25. Amapá com 3.7;
  26. Bahia com 3.6;
  27. Maranhão com 3.6
  28. Pará com 3.5.

Confira os Municípios com Melhores Notas segundo o IOEB:

  1. Sobral (CE) com 6.1;
  2. Groairas (CE) com 5.9;
  3. Porteiras (CE) com 5.9;
  4. Centenário (RS) com 5.9;
  5. Novo Horizonte (SP) com 5.8;
  6. Bom Sucesso do Sul (PR) com 5.8;
  7. São Domingos das Dores (MG) com 5.7;
  8. Paranapuá (SP) com 5.7;
  9. Monte Castelo (SP) com 5.7
  10. Brejo Santo (CE) com 5.7.

O IOEB é uma inciativa do Centro de Liderança Pública com o apoio do Instituto Península, da Fundação Lehmann e da Fundação Roberto Marinho. O IOEB é um instituto que analisa o índice para cada município e estado do Brasil, que pesquisa as oportunidades que estão sendo oferecidas na educação de escolas privadas, municipais e estaduais.

Por Erika Amanda Silva de Souza


Foi realizado um ranking que demonstra a posição do Brasil no quesito educação e para frustração de alguns brasileiros estamos na antepenúltima posição. Ao todo foram avaliados 40 países por meio de uma Curva do Aprendizado (The Learning Curve) realizada pela The Economist Intelligence Unit (EIU) e Pearson Internacional. Todavia, se compararmos o país com o ano anterior subimos um degrau, embora tenhamos piorado o desempenho no índice.

Ressalte-se que o levantamento da EIU considera, ainda, diferentes avaliações, bem como a produtividade do país. Além disso, avalia-se habilidades cognitivas e de desempenho escolar a partir do cruzamento de indicadores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE): Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (Pisa), Tendências Internacionais nos Estudos de Matemática e Ciência (Timms) e avaliações do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização e Leitura (Pirls).

O Brasil conseguiu ultrapassar o México no ranking. Em último lugar ficou a Indonésia, porém, nas primeiras colocações tivemos novidades com algumas nações asiáticas como Coreia do Sul e Japão, tomando o lugar da Finlândia, que há muito tempo estava na liderança entre a maioria das avaliações. Segundo informações sobre a pesquisa, o sucesso desses países se dá através da importância de objetivos claros para o sistema educacional e uma cultura de responsabilidade na prestação de contas.

Um fator positivo sobre esses estudos encontra-se na pressão que os países têm para melhorar aprendizagem, o que é muito importante para o sucesso das pessoas.

O relatório possui ainda uma estatística sobre o tempo médio gasto na escola por um estudante junto a produtividade dos trabalhadores, a fim de verificar se isso afeta os estudos e aponta que é de extrema importância a qualidade da formação básica. No entanto, a retenção de tais habilidades depende da continuidade da aprendizagem ao longo da vida adulta. A professora Maria Helena Guimarães de Castro afirma que o Brasil tem pontos positivos, porém precisa melhorar no quesito qualidade.

Por Luciana Viturino


Ouvimos, e até lemos, quase todos os dias, matérias jornalísticas que põe em xeque o caráter do educador. É como aparecer nessas matérias algumas dicas para educar bem os alunos, dicas que não são dadas a Engenheiros mostrando como construir um prédio melhor, nem para um Médico mostrando como não matar o paciente dando um remédio errado. Não podemos negar que essas matérias mostram a verdade – verdade exagerada e sensacionalista.

Lendo os relatos sobre a experiência com a escrita, é possível observar isso também. A culpa dos alunos não se interessarem por escrever recai sempre no Professor. Aqui não estou redimindo o educador de todos os seus pecados, pois sei que há muitos que são realmente ruins.

Entretanto é necessário perceber que a incapacidade do Professor em dar uma aula boa não vem apenas de seu caráter como individuo, mas de inúmeros fatores, como por exemplo: a falta de estrutura da escola, a formação acadêmica, se os alunos conseguem ler e escrever e etc.

Como estudante de Letras e uma futura Professora, decidi discorrer sobre a formação acadêmica dos educadores.

Sabemos que enquanto Professores de Letras, devemos dar aulas de todas as matérias que englobam a disciplina de Português. Mas será que estamos preparados para dar aula de todas essas matérias? Será que a faculdade nos dá bagagem para isso? No caso da disciplina de gramática, sabemos que não.

Como um estudante de Letras pode sair da faculdade sem entender gramática? Sendo que provavelmente ele entrou na universidade sem saber, porque o Professor do ensino médio também não sabia e assim não conseguiu explicar direito?

É um círculo vicioso que torna as aulas de gramática mais difíceis e chatas. Porque quando um aluno disser que Português é complicado, não teremos como rebater, já que nós mesmos não sabemos, por exemplo, classificar uma oração subordinada.

E essa oração subordinada é tão importante na formação do aluno enquanto cidadão? Não, mas precisamos entender a necessidade delas na sala de aula, de compreender que o aluno deve sair da escola sabendo o que é uma oração subordinada, assim como deve sair sabendo fazer o calculo de nox e ox.

Faz-se necessário discutir o que devemos ensinar aos estudantes de Letras que decidem ser Professores, em vez de discutir o dom e a vocação do ser humano para ser Professor.

Por Marina Lara





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