Confira aqui quais são as principais dúvidas sobre a nova política de cotas do vestibular Fuvest 2018.

Nesta terça-feira, dia 04, o Conselho Universitário da USP (Universidade de São Paulo) aprovou a implantação de um programa relacionado às cotas sociais e raciais, para vigorar já no ano de 2018, com sua implantação sendo feita escalonadamente.

Forma de implementação das cotas

Abaixo seguem 6 tópicos com informações pertinentes a possíveis dúvidas sobre a implementação das cotas, como algumas regras:

As cotas serão aplicadas sobre o total de vagas

Na conta entrarão as vagas do vestibular tradicional, pela Fuvest, assim como as do Sistema de Seleção Unificado (Sisu), o qual utiliza as notas do Enem. Em 2018 serão 11.147 vagas ofertadas, destas, 2.745 pelo Sistema de Seleção Unificado e 8.402 pela Fuvest.

Quem estará apto a concorrer às cotas

Aqueles estudantes que se autodeclararem negros, assim como indígenas e pardos, vindos de escolas públicas, da mesma forma que os demais que também tenham feito o Ensino Médio em escolas do governo. 37% das vagas serão para cotas sociais e raciais, sendo 14% para as raciais e 23% para os demais.

Ensino Médio em escola privada e sem bolsa

Mesmo os estudantes que se autodeclararem negros, da mesma forma os pardos e indígenas, porém que tenham estudado o Ensino Médio em escolas privadas e sem bolsa de estudos não poderão participar do programa. Só concorrerão aqueles que tiverem cursado integralmente o Ensino Médio em escola pública.

Abrangência do programa

A oferta deverá ser aumentada gradativamente pela USP, passando dos 37% de 2018 para 40% no ano de 2019, 45% em 2020, até os 50% em 2021.

Esquema da implementação

Irá variar ano a ano até chegar nos 50% de 2021. Ainda no ano de 2018 as cotas serão distribuídas pela FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), a qual definirá como será a distribuição do benefício. Já em 2019 as cotas serão dentro dos cursos e 2020 por cada curso e turno.

Verificação da veracidade de informações

Como o programa ocorre desde o ano de 2010 e segundo a Universidade não aconteceram fraudes, o sistema seguirá da mesma forma, com a assinatura da autodeclaração dos alunos, sem verificação mais aprofundada.

Por Silvano Andriotti


A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) informou que irá dobrar a bonificação para alunos que fizeram o ensino médio em escola pública e para os candidatos declarados negros, pardos ou índios. Assim o Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais), criado como alternativa à política de cotas, estará completo.

O Conselho Universitário aprovou a mudança de 30 para 60 pontos para os alunos de escolas públicas e de 10 para 20 para os auto declarados negros, pardos ou índios. Dessa forma, pretende-se chegar a 40% de alunos provenientes de escola pública já no próximo vestibular. Em 2012, 32% dos alunos da instituição vieram de escolas públicas.

É esperado pelo Conselho Universitário que 50% dos alunos da instituição sejam oriundos de escolas públicas.  É válido ressaltar que mesmo os alunos que ingressaram na Unicamp se deram tão bem quanto os alunos de escolas particulares. O percentual é o esperado não só pelo governo federal quanto o estadual.

O Conselho também pretende ampliar o Profis (Programa de Formação Interdisciplinar Superior). Um programa alternativo ao vestibular que é realizado ao longo dos últimos anos do ensino médio.

Por Robson Quirino de Moraes





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