Corte de verbas atinge bolsas de graduação e pós-graduação. Medida se deve aos cortes no orçamento para 2016.

Uma consequência direta do atual momento econômico do Brasil é justamente os cortes no orçamento previsto para 2016. Os grandes afetados da vez são os programas do governo para apoio dos estudantes brasileiros no exterior. O governo anunciou recentemente a suspensão de novas bolsas de pós e graduação no exterior, por exemplo. Além dos cortes no orçamento, a alta do dólar também foi importante para tal decisão. Confira outros detalhes na continuação desta matéria.

É importante destacar que tal medida afeta diretamente o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq. Em relação a este programa, saiba que foram suspensas novas bolsas de pós-graduação no exterior. Tal agência é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o MCTI.

O CNPq emitiu um comunicado oficial a respeito do assunto. A agência fez questão de ressaltar que a suspensão atinge apenas as novas bolsas que estavam previstas. Além disso, outro ponto destacado é que tal medida é de caráter temporário. Segundo o CNPq, a medida está ligada diretamente com a meta fiscal do governo para 2016. Com isso, a agência destacou que as atividades devem ser retomadas quando houver um ajustamento do orçamento.

Um detalhe muito importante é que as verbas destinadas a bolsas de pós e graduação no exterior já vinham sofrendo grandes quedas. Em 2015, por exemplo, tais verbas foram praticamente congeladas, haja vista apenas 68 bolsas terem sido oferecidas em 2015. Para se ter uma ideia, em 2014 esse número foi de 7.883.

Em relação ao orçamento destinado as oito modalidades de bolsas de estudo no exterior por parte do CNPq, saiba que o mesmo vinha registrando grandes aumentos. Em 2013 o orçamento era de R$ 401 milhões, sendo que no ano seguinte esse valor chegou a R$ 808 milhões, que representa uma alta de 101%. Já em 2015, o orçamento apresentou queda e fechou o ano em R$ 724,5 milhões.

O CNPq não foi o único atingido com o corte de verbas, pois o Ciência Sem Fronteiras já vem registrando corte de bolsas desde o ano passado. O programa não ofereceu nenhuma nova bolsa em 2015 e o mesmo acontece em 2016, até o momento. Em 2014, por exemplo, o programa concedeu nada menos que 26.119 bolsas.

Por Bruno Henrique


O Ministério da Educação (MEC) informou que a partir de 2014 novas universidades irão aderir o ENEM como forma de ingresso. As instituições demonstraram interesse em aderi-lo totalmente (como único processo seletivo), ou parcialmente (o candidato faria exames e vestibulares além do ENEM para ingressar na instituição).

Duas universidades estaduais (Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc e Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UniOeste, a primeira reservando 25% das vagas do primeiro semestre para o Sisu e, a segunda reservando 50%), e mais de dez federais (Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD e Universidade Federal do Amapá – Unifap, com 50% das vagas pelo Sisu, Universidade Federal do Pará – UFPA usará o sistema para 20% das vagas e as demais serão preenchidas apenas pelo ENEM) utilizarão o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para o ingresso do candidato na faculdade.

Em 2012 foras 4,1 milhões de alunos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e, a metade desses alunos se inscreveu no Sisu.  

O estudante também pode concorrer a bolsas de estudos em universidades particulares com base em seus critérios de renda, como o Programa Universidade Para Todos (ProUni).

São vários os programas que utilizam o ENEM, saiba como participar deles:

– ProUni: Deve-se fazer a inscrição, que ocorre duas vezes por ano, sendo que a seleção leva em conta a renda do candidato. Para bolsa integral o estudante deve ter renda de no máximo um salário mínimo e meio, por pessoa da casa. Para a bolsa parcial, deve ter renda de até três salários mínimos. O programa seleciona vagas para universidades particulares;

– Fies: Há o financiamento de 100% da mensalidade com 3,4% de juros, sendo necessário ter feito o ENEM, porém, sem exigência de nota mínima para o financiamento;

– Sisu: O candidato deve fazer a inscrição que ocorre duas vezes por ano. O programa seleciona os candidatos para vagas em universidades públicas;

– Ciência sem Fronteiras: Concorre-se a bolsa para uma faculdade estrangeira. O estudante deve ter obtido 600 pontos ou mais no ENEM;

– Sisutec: São vagas gratuitas para cursos técnicos em instituições privadas e públicas de ensino superior. A inscrição é virtual e com base na nota obtida no ENEM, que precisa ser superior a zero. 

Por Luiz Guilherme Feliciano Palazzo





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