Problemas fazem Testes Vocacionais servirem apenas para excluir determinadas carreiras.

Discutir vocação quando o acesso à profissionalização não é democrático é algo quase inútil. Sem cairmos no clichê do "sonho" de carreira, sejamos objetivos: Há regiões ainda no país em que a universidade mais próxima está à mais de 100km. Há predominância de determinados cursos em outras localidades, que nem sempre atendem à vocação dos que ali vivem. Há o abismo financeiro, entre o que o jovem quer fazer, o que ele está apto a fazer e o que ele poderá de fato pagar. E mesmo trazendo à tona as universidades públicas, sabemos que as despesas de um estudante não são poucas, muitos não podem trabalhar devido ao período integral de estudos, mas continuam tendo que morar, comer e utilizar transporte. Ou seja, a meritocracia não funciona muito bem em nosso país.

A vocação também não tem sido o apelo mais forte, pois muitas vezes é preciso ajustar a vocação ao recurso financeiro. Não é difícil conhecer alguém que teria sido um ótimo médico, mas provavelmente resignou-se a alguma profissionalização mais barata, financiável, à altura do poder econômico familiar.

Então poderíamos afirmar que o teste vocacional não possui real serventia em todos os casos. Talvez ele seja útil na função de excludente: "Você não deve seguir a profissão de professor se não gosta de falar em público!". Mas não terá a função determinante, nem haverá garantia de sucesso. Além disso, temos que considerar que um jovem de 17 anos, que ainda nem foi exposto ao mercado de trabalho, não teve ainda a chance de conhecer todas as competências e habilidade exigidas profissionalmente, ou seja, ele vai escolher "no escuro" o que irá fazer pelos próximos 40 anos. Claro que há chance de mudar, talvez por isso o índice de evasão universitária esteja passando dos 20% desde 2008, segundo o Instituto Lobo. Associado a este fenômeno temos ainda a postura familiar, que mudou muito nas últimas décadas. Os jovens são "poupados" pela família com o argumento de que devem se dedicar totalmente aos estudos e sendo poupados estão perdendo a chance de se envolver no mercado de trabalho e vivenciar experiências profissionais que poderiam nortear suas ambições profissionais.

Não é difícil encontrar jovens quase formados que jamais trabalharam, não fazem ideia do que seja subordinação, equipe, meta, pressão, prazo.

Estamos caminhando para o caos profissional. O que temos visto é uma porção de empresários, empregadores e líderes se queixando da postura dos novos profissionais, da lista de exigências dos recém-formados, da total alienação vista nesses jovens que foram tão poupados. Problemas que vão desde a impontualidade até o despreparo para a função exercida, mas quando se avalia o perfil acadêmico, vemos uma ficha irretocável. O que prova que estamos formando ótimos estudantes, com ego inflado e pouco preparo para o mundo corporativo real. E isso não se restringe a área nenhuma, estão nos hospitais, nos colégios, nas empresas públicas e privadas.

Assim sendo, o teste vocacional esbarra em diversos obstáculos antes de se tornar uma ciência efetiva!

Gracieli Borges Ferreira


Bolsa-auxílio para estagiários teve aumento de 12,8% entre os anos de 2013 e 2014.

Quer estudar e fazer um curso de nível superior que ofereça um salário atrativo? Se a sua resposta é sim, saiba que uma pesquisa foi feita recentemente pelo Núcleo Brasileiro de Estágio (NUBE), onde mostra quais são as carreiras mais promissoras que você pode seguir para conseguir conquistar sua meta.

De acordo com o levantamento feito por essa empresa que oferece constantemente vagas de trabalho para os universitários, o valor pago aos estagiários como bolsa-auxílio teve aumento de 12,8% entre os anos de 2013 e 2014.

Por exemplo, antigamente os estagiários dos cursos de Agronomia, Estatística, Economia e Engenharia entravam no mercado recebendo de R$ 964,81 a R$ 1,1 mil, mais os benefícios; hoje esse valor está bem maior a depender da região do país.

Os cursos de nível superior que estão oferecendo remuneração com o valor a partir de R$ 1.100 são:

  • Agronomia: R$ 1.622,01;
  • Estatística: R$ 1.5464,83;
  • Ciências Atuariais: R$ 1.526,82;
  • Economia: R$ 1.510,45;
  • Ciência e Tecnologia: R$ 1.461,96;
  • Química Industrial: R$ 1.275,88;
  • Química: R$ 1.263,12;
  • Ciências contábeis: R$ 1.197,21;
  • Relações Públicas: R$ 1.192,08.

Os cursos Superiores Tecnológicos com salários a partir de R$ 950,09 são:

  • Tecnologia em Construção Civil: R$ 1.178,88;
  • Tecnologia em Gestão de Qualidade: R$ 1.159,21;
  • Tecnologia em Mecatrônica: R$ 1.082,60;
  • Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas: R$ 1.029,42;
  • Tecnologia em Gestão Comercial: R$ 1.022,22;
  • Tecnologia em Processos Gerenciais: R$ 1.013,74;
  • Tecnologia em Comércio Exterior: R$ 1.011,84;
  • Tecnologia em Secretariado: R$ 1.007,76;
  • Tecnologia em Design Gráfico: R$ 988,06;
  • Tecnologia em Redes de Computadores: R$ 966,77.

Mas lembre-se que além de pensar no valor que vai receber ao se formar em uma determinada área, é preciso pensar se realmente gosta de realizar a função que vai escolher, evitando assim frustração no futuro.

Escolher a profissão nem sempre é fácil, o ideal é realizar testes vocacionais tanto na internet quanto nas universidades de todo o país.

E se estiver procurando uma vaga de estágio, saiba que muitas ofertas são disponibilizadas todos os dias nos site www.nube.com.br.

Por Yasmin Fernandes Robles


Para algumas profissões está cada vez mais difícil encontrar profissionais qualificados

O Brasil ainda enfrenta uma grave crise no que se refere à escassez de mão de obra qualificada. Isso acontece porque ainda há certo estigma no que se refere aos cursos profissionalizantes, afinal, ainda há muitos jovens que preferem graduações do que cursos técnicos, justamente por acharem que não há lugar no mercado de trabalho.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral, de São Paulo, no ano passado, a cada dez empresas brasileiras, nove enfrentam dificuldades para preencherem o quadro pessoal. Dessa forma, falta cerca de 83% de profissionais qualificados e 58% com formação básica.

Dessa forma, os profissionais mais difíceis de encontrar no mercado de trabalho hoje são técnicos e operários.

Abaixo, listamos as dez carreiras com maior escassez no mercado:

Operários – Os profissionais dessa área ganham, em média, até R$ 1,5 mil. Há escassez desta profissão, pois, a possibilidade de estudar e ganhar melhor salário fez com que as pessoas buscassem melhores oportunidades. Isso faz com que cada vez menos pessoas se interessem pelo trabalho braçal.

Técnicos – Quase não existem mais técnicos nas áreas de elétrica, automação e edificação. Isso porque, hoje, os jovens preferem diplomas a certificados de cursos técnicos. Os salários para técnicos variam de R$ 2 mil a R$ 5 mil.

Motoristas – O que acontece com operários e técnicos, também acontece com motoristas. A busca por uma remuneração melhor acaba defasando este mercado, que cada vez exige mais capacitação, como, por exemplo, para dirigir veículos com novas tecnologias. Salário: R$ 2 mil.

Secretárias – O cargo de secretária também é algo em extinção no mercado de trabalho. Quase não há profissionais capacitados, que tenham fluência em inglês, por exemplo. E, quando há, eles preferem ir em busca de oportunidades melhores. Secretárias podem ganhar até R$ 2,5 mil.

Profissionais de Recursos Humanos – Profissionais desta área são essenciais nas empresas, pois são eles que buscam novos talentos. Assim, com a reestruturação das empresas, hoje, há uma maior demanda por estes profissionais. Os salários variam de R$ 6 a R$ 10 mil.

Profissionais de TI – O mercado da tecnologia da informação está em constante crescimento. Dessa forma, a quantidade de profissionais graduados nesta área acaba não atendendo a demanda. Ainda, há falta de interesse por parte dos brasileiros na área das ciências exatas, ou seja, os estudantes não querem se dedicar a áreas que envolvam matemática e física. Os profissionais da Tecnologia da Informação podem ganhar até R$ 5 mil.

Contadores e Profissionais de Finanças – Falta especialização por parte dos profissionais da área da economia e ciências contábeis. Salário: R$ 2,5 mil a R$ 5 mil.

Profissionais de Meio Ambiente – Com as empresas medindo custos financeiros em relação ao impacto das suas ações ao meio ambiente, há necessidade de profissionais desta área no mercado de trabalho. No entanto, há baixa oferta de cursos. Salário: R$ 7 mil a R$ 15 mil.

Engenheiros – Comparado a países como Estados Unidos, Índia e China, o Brasil forma, anualmente, apenas 44 mil Engenheiros, independente da habilitação. Assim, há forte procura por Engenheiros Civis, Elétricos, de Produção e de Segurança. Engenheiros podem ganhar até R$ 20 mil.

10º Profissionais da Saúde – Profissionais desta área podem ganhar até R$ 20 mil. No entanto, há escassez em médicos especialistas.

Por Andréa Corneli Ortis


O Jornalismo está em todos os lugares, em cada citação que lemos, em cada notícia na televisão, em cada conversa na rua. É comum sairmos para passear e notarmos pessoas comentando sobre algum assunto de relevância nacional, e isso é possível graças à missão do Jornalismo que é buscar informações, escrever e publicar as notícias.

O Jornalista é o profissional que vai atrás de notícias de diversos assuntos e transmite essas notícias através dos meios de comunicação que podem ser jornais, televisão, revistas, rádio e internet.

A missão do Jornalista também é manter o público sempre antenado e informado em tudo o que acontece na cidade, estado, país e no mundo. Dentro da área jornalística há muitas funções que podem ser exercidas como repórter, que entrevistam personalidades; editores, que avaliam reportagens para verificar a qualidade dos textos; redatores, que revisam todo o texto; assessores de imprensa que providenciam contatos com os meios de comunicação para divulgar ações ou atividades de seus clientes.

Se você tem algum interesse em ingressar na área jornalística, é importante ressaltar alguns adjetivos que um profissional jornalista necessita ter, é preciso ter uma capacidade de transmitir as notícias de forma objetiva e clara e conhecer bastante a língua portuguesa, ter capacidades de comunicação, improviso, síntese, criatividade, curiosidade, desembaraço, investigação, iniciativa, objetividade. Se você tem todas essas qualidades, ou pelo menos a maioria delas, já é um bom indicativo que você pode ser um Jornalista.

Não é necessário obter um curso superior para atuar na área do Jornalismo, mas é possível encontrar alguns cursos de Comunicação Social que podem ser bastante efetivos no entendimento de técnicas e métodos de jornalismo.

O Jornalista pode atuar em áreas e assuntos específicos, como economia, esportes, história. O mercado de jornalismo é muito competitivo, mas sempre amplo com diversas áreas de atuações. É importante estar em constante aprendizado e aperfeiçoamento para se assegurar e crescer no mercado de trabalho.

Por Paulo Victor Bragança





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