Como irá funcionar o Enem Digital – Novidades

Como irá funcionar o Enem Digital – Novidades





O MEC anunciou que será dado início ao projeto Enem Digital, que será aplicado para mais de 50 mil pessoas por meio digital.

A partir do ano que vem o Enem poderá sofrer um grande avanço: se tornar mais uma opção do meio digital. Ou seja, os concorrentes poderão acessá-lo através de um computador. Seria isso um ganho para a modernidade tecnológica ou mais uma modalidade de segurança do MEC?

Durante o início dessa semana começaram a vazar informações sobre o então Enem Digital, mas foi nessa quarta-feira, dia 03 de julho de 2019, que o MEC (Ministério da Educação) divulgou uma declaração oficial a respeito do assunto. Mais de 50 mil candidatos em 15 Estados brasileiros receberão o Enem Digital.




Mas, aparentemente isso será aos poucos. O plano seguirá até o ano de 2026, onde não existirão mais provas impressas em papel. Por enquanto, estudantes que irão prestar a prova ainda este ano não sofrerão com nenhuma mudança sobre isso, porém, no próximo ano deverão estar preparados para este avanço nacional.

De acordo com o próprio MEC, no ano que vem os estudantes ainda poderão escolher se querem realizar a prova digital ou impressa. Os primeiros 50 mil estudantes deverão ser selecionados através de inscrição de ordem de chegada. Eles passarão por avaliações em dois dias, ou melhor, dois domingos, sendo eles 11 e 18 de novembro, respectivamente, incluindo a prova de redação. Os alunos que forem realizar a prova regular, farão nos dias 1º e 8 de novembro de 2020.


Com isso, o MEC espera-se o aumento das inscrições e o número de aplicações das provas também aumentará progressivamente. No ano de 2021, serão realizadas duas versões do Enem Digital. Entre os anos de 2022 e 2025 o Governo estuda a ideia de aplicar quatro provas durante o ano, com os estudantes escolhendo se querem prova impressa ou digital. As taxas de inscrições para o Enem permanecerão as mesmas para ambas as modalidades da prova.

De acordo com Alexandre Lopes, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o projeto prevê uma modalidade de agendamento de provas, permitindo assim um acesso mais fácil e garantido. A ideia seria realizar várias provas ao longo do ano por agendamento.

O custo dessa nova modalidade deverá ser de R$ 20 milhões para os cofres públicos. Parece superior aos investimentos atuais em educação. Porém, os valores das taxas de inscrição parecem não coincidirem com esses investimentos, ou seja, é bem inferior, comparado aos gastos totais.

O MEC garantiu que a aplicação das provas serão mais seguras devido à tecnologia já existente no nosso país. Em dados momentos, houve citações de vários países sendo pioneiros no uso da tecnologia na educação, e o Brasil ficando para trás nisso tudo. A única coisa que o país não digitalizou até agora é a aplicação, pois outras coisas como correção e elaboração já são digitalizadas.

Mas, uma pergunta que não quer calar, seria: Qual é melhor, Enem digital ou impresso? E quem responde à essa pergunta é o professor da USP Ocimar Alavarse, dizendo que não há diferença, a única coisa é que o Enem Digital poderá se sobressair às fraudes, ou seja, será mais difícil alguém fraudar os gabaritos, mas precisa estar atento porque os bandidos estão cada vez mais criativos para ataques cibernéticos. Isso pode diminuir as colas também, por exemplo, mas pode não garantir controle sobre quem elabora a prova, pois é essa pessoa que pode fraudar.

Resumidamente, tanto o Enem Digital quanto o Enem impresso possuem os mesmos riscos, e digitalizar a prova não diminui esses riscos, visto que não deixará de ter a manipulação humana em algum momento. Em termos, o Enem Digital até pode ter uma metodologia melhor, mas nada vai mudar o comportamento do estudante durante a aplicação de uma prova, por exemplo.

Por Daniela Almeida da Silva

Enem Digital 2020

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