Sisu Transferência 2019 – O Que é, Como Funciona, Vagas

  

  

Seleção irá preencher as vagas remanescentes em Universidades Federais.

Na última quinta-feira, dia 20 de setembro, o MEC (Ministério da Educação) divulgou um novo sistema informatizado, chamado Sisu Transferência, criado com o objetivo de selecionar estudantes que têm o desejo de ocupar as vagas que sobraram das universidades federais. Esse programa tem inspiração no Sistema de Seleção Unificado (Sisu) e seu critério de seleção se assemelha muito.

Quer saber mais sobre o Sisu Transferência? Então continue acompanhando o texto e confira as suas principais informações.


Sisu Transferência: como funciona?

De acordo com a assessoria de imprensa do MEC, esse sistema ainda não está pronto, mas está em preparação, com os últimos ajustes. Sua implementação está prevista para o ano que vem, com a entrada do próximo governo.

Além disso, ainda não foram definidas as regras de funcionamento, nem a sua previsão de chegada. Portanto, não se sabe ainda se ele entrará em vigor ainda no primeiro semestre ou somente a partir do segundo. Segundo o Ministério da Educação, para que esses detalhes sejam definidos, é preciso consultar a Sesu (Secretaria de Educação Superior) e também as demais instituições de ensino superior.

Assim como o Sisu, as universidades não têm a obrigação de aderir ao programa. Na verdade, elas têm toda a flexibilidade para decidir a quantidade de vagas oferecidas, assim como o critério de seleção, as vagas reservadas para políticas afirmativas (isto é, cotas para pessoas ppi — preto, pardo ou indígena -, cotas por escola pública, cotas por renda familiar e cotas para PCD (pessoas com deficiência) e notas de corte para cada curso disponível.

  

Sisu Transferência: por que criar esse programa?

No último ano foi realizado um censo que contabilizou um total de 2,8 milhões de vagas não preenchidas somente no ensino superior do Brasil. De acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), cerca de 165 mil vagas remanescentes são referentes ao ensino superior de universidades privadas.

O ministro da Educação, Rossieli Soares, se pronunciou dizendo que essas vagas ociosas vêm representando um desperdício de dinheiro público considerável, principalmente porque são anos acumulados. Com a criação desse novo programa, milhares de estudantes que têm o sonho de cursar o ensino superior em uma faculdade pública – mesmo aqueles que estudam em universidades privadas com bolsas ou algum tipo de financiamento – podem realizar seu sonho.

Além disso, o Inep ainda informou que os cursos que têm maior desistência são as graduações de licenciatura. O motivo ainda não se sabe, mas isso foi somado também ao fato de que o Sisu permite que todos os estudantes concorram a vagas no Ensino Superior e, muitas vezes, elas não vão valorizadas e são abandonadas no momento em que uma nova oportunidade surge.

Além do mais, foi computado que aproximadamente 20% de cerca de 330 mil estudantes que se matricularam em instituições federais prestaram vestibular para outra instituição ou realizaram novamente o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), mesmo já estando regularmente matriculados, a fim de buscar outra carreira. Segundo o diretor de Estatísticas Educacionais do Inep, Carlos Eduardo Moreno Sampaio, isso potencializa consideravelmente as desistências, fazendo com que novas vagas remanescentes sejam abertas.

Tudo isso fez com o que o Ministério da Educação considerasse criar uma nova forma de aumentar o acesso a um ensino de qualidade e, ainda por cima, um corte de desperdícios de investimento.

Como visto, ainda não se tem muitas informações sobre o novo programa de ingresso ao ensino superior gratuito do Ministério da Educação, o Sisu Transferência, nem há previsões de quando ele começa a entrar em vigor. Estima-se que antes do fim desse ano novas informações sejam divulgadas.

Felicia Lopes

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