Redação – Novas regras do Enem



  

A redação é uma questão sensível em qualquer processo seletivo, e deve ter uma avaliação especial por parte da instituição que realiza essa seleção.

Com o Enem não pode ser diferente, e, por se tratar de um concurso de abrangência nacional, houve vários problemas relacionados a ela, reivindicados pelos estudantes.

No ano passado, quando a correção era fechada, vários estudantes entraram na justiça e conseguiram acesso à redação corrigida, o que causou desconforto e perda de certa confiabilidade por boa parte dos inscritos.

Já esse ano, um pacote de mudanças promete minimizar os conflitos. Para começar, haverá uma terceira verificação da redação corrigida, se o número de pontos entre a primeira e a segunda avaliação diferir em pelo menos 200 pontos. E ainda há uma possibilidade de quarta correção, como instância final.





Essa fase do processo agora valerá 1000 pontos, e os estudantes terão acesso à correção sem qualquer recurso, como regra geral.

Podemos ver que a especialidade da redação se deve não só à importância da escrita nos concursos, mas por uma certa insatisfação sobre a reprovação na mesma. Os estudantes do Brasil não fogem à regra dos concursos gerais, sendo a redação o “calcanhar de Aquiles” da maioria deles. E, educadores e pais sabem o quanto esse quesito está em baixa nas escolas de hoje, e o quanto os próprios estudantes negligenciam isso.

Por isso, o grau de reprovação com motivo principal na redação tende a ser maior no Enem, porque a escrita já é deficiência crônica nos estudantes do ensino médio, e que se estende até os estudantes do ensino superior, infelizmente.

Esperamos, então, que não só o método dos avaliadores melhore no Enem e seja mais justo e claro, mas que a parte cognitiva dos nossos candidatos ao ensino superior possa melhorar e ser incentivada definitivamente por esse exame, que se tornou, nos últimos anos, fundamental para qualquer estudante e aspirante ao sucesso profissional, e à avaliação do ensino num país tão carente de acesso ao conhecimento básico.

Por David Leys



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